"Paredão"
Trata-se de uma espécie de armadilha para peixes, geralmente feita nas margens do rio. O interessante desse tipo de pesca está na relação de confiabilidade e parceria estabelecida entre o pescador e o boto (ou "boto-amigo" ou ainda "boto-parceiro", um lado, me parece, pouco conhecido e representado deste animal no nosso imaginário). Antes de mais nada é necessário atrair o boto para próximo de onde ficará o paredão, dando-lhe comida (peixes, no caso). Começa aí aquela relação de confiabilidade e parceria, pois em breve ele estará "encurralando" os cardumes para dentro da armadilha. Como recompensa, recebe das mãos do pescador parte da pescaria. Um belo exemplo de integração homem/natureza, garatindo a sobrevivência para ambos os lados. É claro que esse tipo de relação, assim como quase tudo na Amazônia Tocantina, também está envolto pelo seu lado, digamos, "mítico". Algo que pretendemos explorar mais numa próxima incursão. Fonte: Seu Ventura, 78, morador da Vila de Araquembaua, em 30/12/18, por intermédio do amigo @hdaraquem.
A monochrome view of a fence-like structure in the water, surrounded by vegetation in Baião, Brazil.
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