Foto enviada por Eloisa Helena Alves da Silva
Essa é a minha avô paterna, Balbina Belarmina da Silva, vô Balbina. Nossa ligação é ancestral. Em todas as férias escolares íamos para São Vicente de Minas, onde ela nasceu, viveu, casou-se duas vezes e criou seus 20 filhos, 11 herdados do segundo casamento. Eram três mulheres e 18 homens, todos cuidados por ela! Dá para imaginar? Meu pai conta que eles tinham um time de futebol completo e mais os reservas, intitulado como: "Os Franciscada", em referência ao nome do meu avô José Francisco. Desde pequena admirei aquela mulher, desde sempre percebia, em sua simplicidade sua grandeza e luta. Em férias pela cidade, eu fugia das brincadeiras com os primos, para me refugiar ao seu lado. Eu ia até a sua casa, sentávamos naquele quartinho pequeno, sob um colchão feito de palha e proseávamos. Até hoje ouço a sua voz: "senta aqui mô fia, vamô prosear". Quanta saudade! Este registro fotográfico precioso, que é exibido com orgulho na casa da maioria dos filhos, foi feito por meu pai. Ela estava no "terreiro", na casa do Porto, na roça, onde nos fundos passava o que ela chamava de "corgo", o que levei anos para entender que era córrego. "Nossos passos vêm de longe!". E os meus, com muito orgulho, vêm de uma estrada forjada por uma preta chamada Balbina!
A woman and a young child stand holding hands in a rural outdoor setting. Both are barefoot, with the woman in a t-shirt and skirt, and the child in a patterned dress, on September 15, 2020.
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